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Infinite Horror

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FÆMIN European Tour 2013

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FÆMIN European Tour 2013

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”(…) too perfectly situated in present time to remind us of anybody else’s victories.”
Decibel review!
8/10 by Rod Smith

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”(…) too perfectly situated in present time to remind us of anybody else’s victories.”

Decibel review!

8/10 by Rod Smith

Curtas: Unleashed

[ Artigo originalmente publicado na LOUD! #134 ]

A longevidade de certas bandas não é propriamente algo raro, mas para quem ajudou a fundar todo um movimento há vinte anos atrás continuar no activo em 2012, é de louvar. Os Unleashed são um nome incontornável do death metal sueco e com a sua nova proposta, “Odalheim”, são já onze álbums no currículo. Poderá começar a ser tempo de baixar o ritmo? “Esta foi a nossa vida desde o princípio por isso não vamos descansar nem abrandar enquanto nos for fisicamente possível”, diz Johnny Hedlund, vocalista e mentor da banda. “Queremos continuar indefinidamente. Death metal sem compromissos!”. Hedlund considera, aliás, este novo disco como o melhor da era mais recente da banda: “Tentamos sempre melhorar e evoluir o nosso som e acho que este trabalho é certamente um reflexo disso.” Claro que os clássicos, sendo os Unleashed uma referência incontornável do death metal europeu, têm um peso considerável. Terá Hedlund preferência por algum trabalho da banda em particular? “É muito difícil de dizer. Tenho de afirmar que estou particularmente orgulhoso com os nossos últimos discos e vê-los a ser recebidos de uma forma tão positiva significa que estamos a fazer algo bem! Mas claro que aqueles álbums mais antigos têm um certo lugar nos nossos corações. A nostalgia é uma emoção bastante forte.” Tendo sendo pioneiros deste tipo de som há 20 anos atrás, numa altura em que as relações entre punks e metaleiros não eram propriamente as mais saudáveis, não deixa de ser curioso analisar o fenómeno actual em que bandas como os Black Breath, os Trap Them ou os All Pigs Must Die pegam no som de Estocolmo e o misturam com uma estética hardcore punk. O fundador dos Unleashed não fica indiferente. “Algumas dessas bandas são bastante boas, na minha opinião, e penso que é uma honra saber que podes ter feito e acreditado em algo durante muito tempo, que acabou por influenciar outros.” 

Por falar em fundar, do quarteto histórico formado por Unleashed, Entombed, Dismember e Grave, resta agora uma santíssima trindade desde o ano passado, quando os Dismember decidiram pôr um ponto final na sua carreira. “Bem, penso que é uma decisão deles.”, começa por dizer Hedlund. “Por um lado é bastante mau, tendo em conta que são uma banda clássica. Mas também é compreensível. Não é fácil conjugar esta vida com outros aspectos do quotidiano. Trabalho e família são algo que se tem de levar em consideração quando já não és novo.” O que não parece ainda afectar os Unleashed. Apesar dos 20 anos de estrada, haverá ainda uma tour de sonho ou uma banda com a qual gostassem mesmo de partilhar os palcos? “Já fizemos tantas digressões fantásticas com grandes bandas que na realidade não podemos desejar mais! Mas claro que gostaríamos de andar por aí com alguns dos nossos preferidos com quem ainda não foi possível, como os Autopsy, por exemplo.” E feitas as contas, o que significa Death Metal? Continua a fazer sentido? “Claro que sim.”, frisa Hedlund. “Será sempre forte e nunca morrerá. Não se depender de nós. Ou enquanto continuarmos vivos!” [P.A.]

www.unleashed.se

THE GROTESQUERY “The Facts And Terrifying Testament Of Mason Hamilton…” (Cyclone Empire)

[ Originalmente publicado na LOUD! #134 ]

Qualquer fã de death metal que se preze saberá que quando dois músicos como Kam Lee e “Rogga” Johansson se juntam, é sempre de esperar algo de interessante e ao qual o peso nunca poderá faltar. O passado de Lee é inquestionável - ligações aos Death e sobretudo o seu trabalho com os Massacre - e Johansson tem os Ribspreader, Paganizer e Revolting a falar por si. É inevitável falar dos Bone Gnawer, já que foi aí que em 2009 os dois se juntaram para fazer um disco de death metal grotesco à antiga e após o qual decidiram repetir a dose desta vez sob o nome de The Grotesquery. Partilhando a característica sonora, desta vez com o pretexto de contar histórias sinistras sobre o oculto, “The Facts and Terrifying Testament of Mason Hamilton: Tsathoggua Tales” surge agora como segunda proposta deste projecto, que alia o death metal old school a uma sonoridade um pouco mais moderna, muito groove e um leve toque experimental que lhe fica bem. Um disco moderno concebido por “velhões” do género e que, como tal, vem com inegável selo de qualidade. [7.5] P.A.

MIDNIGHT SOULS “Going Through The Motions” (Reflections)

[ Originalmente publicado na LOUD! #134 ]

Quando os Modern Life Is War editaram “Witness” em 2005, a fasquia do hardcore melódico ficou de tal forma elevada que poucos conseguiram aproximar-se da sua intensidade. Os belgas Midnight Souls estreiam-se agora com “Going Through The Motions”, depois de um promissor 7” em 2010, “Colder”, e têm tudo para agradar aos fãs do género e não só. Voz desesperada, um som agressivo e sobretudo as emoções derivadas da procura do sentido da vida à saída da adolescência, misturadas com muita raiva, desilusão e desespero (“There is no hope for you, there never was for me”). “Going Through The Motions” é inegavelmente o expurgar desses sentimentos, muito à imagem de uns Defeater ou The Carrier, e que só não vai directamente para o lote dos eleitos sem passar pela casa de partida porque em apenas 26 minutos a sua segunda metade acaba por perder algum fôlego face à primeira, bem mais agressiva e directa. Provavelmente uma questão de tempo até chegar ao nível dos conterrâneos Rise and Fall ou Oathbreaker. [7.5] P.A.

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Live at Hard Club Sala 2 / Porto. Photography by Jorge Silva

[ Originalmente publicado na LOUD! #134 ]

Aparentemente há vida para lá dos The Black Keys em Akron, Ohio. A banda que dá pelo sugestivo nome de If These Trees Could Talk é sua conterrânea, mas com um nome assim, haverá algum hipótese de não ser uma banda de pós-rock? Se por um lado este é um género cuja definição é escorregadia, por outro basta ouvir os primeiros minutos de “Red Forest”, segundo álbum destes norte-americanos, para se perceber que estamos perante um exemplo perfeito do género. Paradoxal? Talvez. A verdade é que apesar disso, e embora “Red Forest” denote uma execução a roçar a perfeição, com diálogos muito interessantes entre os três guitarristas e uma secção rítmica bastante coesa, falta-lhe aquele bocadinho extra que distingue a mediania no género e bandas que o definiram como os Godspeed You Black Emperor!, Explosions in the Sky ou os God Is An Astronaut. Esta diferença poderá muito provavelmente ser atenuada ao vivo e dada a evolução em relação a “Above the Earth, Below the Sky” de 2009, quem sabe os If These Trees Could Talk não darão no futuro esse salto? [7] P.A.